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Outros escritos

Clarice Lispector

Lido por Taís Baía - Epsódio #001

Clarice Lispector (Chechelnyk10 de dezembro de 1920 — Rio de Janeiro9 de dezembro de 1977) foi uma escritora e jornalista nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira — e declarava, quanto a sua brasilidade, ser pernambucana —, autora de romancescontos e ensaios, sendo considerada uma das escritoras brasileiras mais importantes do século XX e a maior escritora judia desde Franz Kafka. Sua obra está repleta de cenas cotidianas simples e tramas psicológicas, sendo considerada uma de suas principais características a epifania de personagens comuns em momentos do cotidiano.

Obras:

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Para educar crianças feministas

Chimamanda Ngozi Adichie

Lido por Anna Moraes - Episódio #003

Chimamanda Ngozi Adichie (Abba, 15 de setembro de 1977) é uma escritora nigeriana. Ela é reconhecida como uma das mais importantes jovens autoras anglófonas que está tendo sucesso em atrair uma nova geração de leitores de literatura africana.

Chimamanda nasceu na Nigéria, no estado de Anambra, mas cresceu na cidade universitária de Nsukka, no sudeste da Nigéria, onde se situa a Universidade da Nigéria. Seu pai era professor de Estatística na universidade, e sua mãe trabalhava como administradora no mesmo local. Quando completou dezenove anos, deixou a Nigéria e se mudou para os Estados Unidos da América. Depois de estudar na Universidade Drexel, na Filadélfia, Chimamanda se transferiu para a Universidade de Connecticut. Fez estudos de escrita criativa na Universidade Johns Hopkins de Baltimore, e mestrado de estudos africanos na Universidade Yale.

Obras:

  • 2003 - Hibisco Roxo

  • 2006 - Meio Sol Amarelo

  • 2009 - Eytuh de buts

  • 2013 - Americanah

  • 2014 - Sejamos todos feministas

  • 2017 - Para Educar Crianças Feministas – Um Manifesto

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Poemas da recordação e outros movimentos

Conceição Evaristo

Lido por Renata Sampaio - Episódio #004

Conceição nasceu numa favela da zona sul de Belo Horizonte, vem de uma família muito pobre, com nove irmãos e sua mãe, e teve que conciliar os estudos trabalhando como empregada doméstica, até concluir o curso normal, em 1971, já aos 25 anos. Mudou-se então para o Rio de Janeiro, onde passou num concurso público para o magistério e estudou Letras na UFRJ.

Na década de 1980, entrou em contato com o grupo Quilombhoje. Estreou na literatura em 1990, com obras publicadas na série Cadernos Negros, publicada pela organização.

É mestra em Literatura Brasileira pela PUC-Rio, e doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense.

Suas obras, em especial o romance Ponciá Vicêncio, de 2003, abordam temas como a discriminação racial, de gênero e de classe. A obra foi traduzida para o inglês e publicada nos Estados Unidos em 2007. Atualmente leciona na UFMG como professora visitante.

Em 2017, Conceição Evaristo foi tema da Ocupação do Itaú Cultural de São Paulo.

Obras:

  • Histórias de leves enganos e parecenças (Editora Malê, 2016)

  • Cadernos Negros (Quilombhoje, 1990)

  • Contos Afros (Quilombhoje)

  • Contos do mar sem fim (Editora Pallas)

  • Questão de Pele (Língua Geral)

  • Schwarze prosa (Alemanha, 1993)

  • Moving beyond boundaries: international dimension of black women’s writing (1995)

  • Women righting – Afro-brazilian Women’s Short Fiction (Inglaterra, 2005)

  • Finally Us: contemporary black brazilian women writers (1995)

  • Callaloo, vols. 18 e 30 (1995, 2008)

  • Fourteen female voices from Brazil (EUA, 2002), Estados Unidos

  • Chimurenga People (África do Sul, 2007)

  • Brasil-África

  • Je suis Rio, éditions Anacaona, juin 2016.

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Três ensaios de fala

Leila Danziger

Lido por Mayra Redin- Episódio #007

Leila Danziger nasceu no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha. É artista plástica, professora do Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e pesquisadora do CNPq e da Faperj. Tem graduação em Artes pelo Institut d’Arts Visuels, Orléans, França (1989) e doutorado em História pela PUC-Rio, com a tese Corpos de Ausências: Berlim e os monumentos a Auschwitz (2003). Fez pós-doutorado na Bezalel Academy of Arts and Design Jerusalem, Israel (2011), onde realizou série de vídeos a partir da observação dos jornais israelenses. Foi contemplada duas vezes com a Bolsa RioArte da Prefeitura do Rio de Janeiro (1995 e 2002). Expõe regularmente desde o início dos anos 1990. 

Obras:

  • Três ensaios de fala, 2012

  • Ano novo, 2016

  • C'est loin Bagdad [fotogramas], 2018

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Sagu

Mariana Berta

Lido por Flávia Person- Episódio #010

Mestranda em Artes Visuais na (UDESC). Graduada na Licenciatura em Artes Visuais da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), com intercâmbio para a Faculdade de Belas Artes e também para a Faculdade de Ciências da Educação da Universidade do Porto (U.Porto), em Portugal, com o apoio do Programa Erasmus Mundus. Desde meados de 2016 conduz o Grupo Independente de Estudos de Arte Descolonial, com encontros periódicos no espaço público da Udesc. Tem interesse na relação entre o fazer e pensar enquanto artista, professora e agricultora, articulando epistemologias campesinas comunitárias à sua pesquisa e experimentações no campo das Artes. Em seu Trabalho de Conclusão de Curso na Udesc, intitulado 'Sagu' (2017), com orientação da Profª Drª Telma Scherer, buscou aproximações entre as categorias de arte contemporânea e o contexto campesino, com participação ativa do Movimento de Mulheres Camponesas de Santa Catarina, MMC-SC, utilizando escrita, fotografia, performance e procedimentos da arte no campo expandido. Entre os principais projetos estão a Interior, exposição coletiva itinerante com proposição e curadoria de Gabi Bresola e Marcos Walickosky, premiada pela rede Sesc de Galerias (2017) e pelo Prêmio Elisabet Anderle (2017) de estímulo à Cultura, com circulação prevista para 2018.

Seu principal interesse tem a ver com as tensões do fazer e pensar enquanto artista, professora e agricultora, articulando epistemologias campesinas comunitárias na pesquisa artística, testando categorias do conhecimento que emancipem a capacidade de compreender os problemas históricos, políticos, econômicos e estéticos do sul do mundo.

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A moça tecelã

Marina Colasanti

Lido por Sil Saldanha- Episódio #005

Viveu sua infância na Líbia e então voltou à Itália onde viveu onze anos. Emigram para o Brasil em 1948, em razão da difícil situação vivida na Europa após a Segunda Guerra Mundial.

A sua mãe faleceu aos 40 anos quando Marina tinha 16 anos.

Nascida numa família de artistas (o avô era crítico de arte e escritor), no Brasil estudou Belas-Artes e começou uma carreira de artista plástica quando foi trabalhar como jornalista. Ainda hoje ilustra alguns dos seus livros.

Traduziu importantes textos da Literatura italiana. Como escritora, publicou 50 livros[carece de fontes], entre contos, poesia, prosa, literatura infantil e infanto-juvenil. Seu primeiro livro foi lançado em 1968 e se chama Eu sozinha.

Seu livro de contos "Uma ideia toda azul" recebeu o prêmio O Melhor para o Jovem, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. É casada com o também escritor Affonso Romano de Sant'Anna, e irmã do ator Arduíno Colassanti.

Em 2010, recebeu o Prêmio Jabuti pelo livro Passageira em trânsito. 

Obras:

  • Breve História de um Pequeno Amor (2014)

  • Hora de alimentar serpentes (2013)

  • Passageira em trânsito (2010) - Record

  • Minha Ilha Maravilha (2007) - Ed. Ática

  • Acontece na cidade (2005) - Ed. Ática

  • Fino sangue (2005)

  • O homem que não parava de crescer (2005)

  • 23 histórias de um viajante (2005)

  • Uma estrada junto ao rio (2005)

  • A morada do ser (1978, 2004)

  • Fragatas para terras distantes (2004)

  • A moça tecelã (2004)

  • Aventuras de pinóquio – histórias de uma marionete (2002)

  • A casa das palavras (2002) - Ed. Ática

  • Penélope manda lembranças (2001) - Ed. Ática

  • A amizade abana o rabo (2001)

  • Esse amor de todos nós (2000)

  • Ana Z., aonde vai você? (1999) - Ed. Ática

  • Gargantas abertas (1998)

  • O leopardo é um animal delicado (1998)

  • Histórias de amor (série “Para gostar de ler” vol. 22) (1997) - Ed. Ática

  • Longe como o meu querer (1997) - Ed. Ática

  • Eu sei mas não devia (1995)

  • Um amor sem palavras (1995)

  • Rota de colisão (1993)

  • De mulheres, sobre tudo (1993)

  • Entre a espada e a rosa (1992)

  • Cada bicho seu capricho (1992)

  • Intimidade pública (1990)

  • A mão na massa (1990)

  • Será que tem asas? (1989)

  • Ofélia, a ovelha (1989)

  • O menino que achou uma estrela (1988)

  • Aqui entre nós (1988)

  • Um amigo para sempre (1988)

  • Contos de amor rasgado (1986)

  • O verde brilha no poço (1986)

  • E por falar em amor (1985)

  • Lobo e o carneiro no sonho da menina (1985)

  • A menina arco-íris (1984)

  • Doze reis e a moça no labirinto do vento (1978)

  • Uma Ideia toda Azul (1978)

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Os anões

Verônica Stigger

Lido por Kamilla Nunes - Epsódio #002

Veronica Stigger (Porto Alegre, 1973) é uma escritora, jornalista, professora e  crítica de arte brasileira. Formou-se em Jornalismo, mas deixou as redações para dedicar-se à pesquisa universitária. É doutora em teoria e crítica da arte pela Universidade de São Paulo, com estudo sobre as relações entre arte, mito e rito na modernidade.

Obras:

  • O trágico e outras comédias - Angelus Novus, 2003; 7Letras, 2004

  • Gran cabaret demenzial - Cosac Naify, 2007

  • Os anões - Cosac Naify, 2010

  • Opisanie swiata - Cosac Naify, 2013

  • Sul - Editora 34, 2016.

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Viu - Conto comum - Integridade

Geni Mariano Guimarães

Lido por Fernanda Rachel da Silva- Episódio #009

Geni Mariano Guimarães (São Manoel8 de setembro de 1947) é uma poeta e escritora brasileira.

Iniciou a carreira literária publicando poemas em jornais da cidade de Barra Bonita, no interior paulista. O primeiro livro, Terceiro filho, foi lançado em 1979. Na década de 1980, aproximou-se do Movimento negro e suas obras passaram a reletir a preocupação com a cultura afro-brasileira[2].

Escreveu contos para a revista Cadernos Negros e em 1989 publicou A cor da ternura, novela que recebeu o prêmio Adolfo Aizen.

Obras:

  • Terceiro filho - Bauru: Editora Jalovi, 1979

  • Da flor o afeto, da pedra o protesto - Barra Bonita: Ed. da Autora, 1981

  • Balé das emoções - Barra Bonita: Ed. da Autora, 1993

  • Leite do peito - São Paulo: Fundação Nestlé de Cultura, 1988; Belo Horizonte: Mazza Edições, 2001 (reedição revista e ampliada)

  • A cor da ternura - São Paulo: Editora FTD, 1989. 12 ed. 1998

  • A dona das folhas - Aparecida: Editora Santuário, 1995

  • O rádio de Gabriel - Aparecida: Editora Santuário, 1995

  • Aquilo que a mãe não quer - Barra Bonita: Ed. da Autora, 1998

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Zoe Leonard

Lido por Cyntia Werner- Episódio #006

Zoe Leonard nasceu em 1961 em Liberty,  Nova York, é uma artista americana que trabalha principalmente com fotografia e escultura. Expõe amplamente desde o final da década de 1980 e seu trabalho foi incluído em uma série de exposições seminais, incluindo Documenta IX e Documenta XII , e as bienais de 1993, 1997 e 2014 da Whitney . 

 Aos 16 anos, ela abandonou a escola e começou a tirar fotografias. [2] Ela passou a maior parte de sua vida adulta vivendo em Nova York , cujo ambiente construído tem sido objeto de grande parte de seu trabalho (por exemplo, calçadas, fachadas de lojas, prédios de apartamentos, cercas, pichações e janelas com tábuas fechadas). [3]Leonard tornou-se conhecido internacionalmente após sua instalação na Documenta IX em 1992.

Desde suas primeiras fotografias aéreas até suas imagens de exposições de museus, modelos anatômicos e desfiles de moda, grande parte do trabalho de Leonard reflete sobre o enquadramento, a classificação e a organização da visão. Ela explica em uma entrevista recente: "Ao invés de qualquer assunto ou gênero (paisagem, retrato, natureza morta, etc), eu estava, e permaneço, interessado em engajar um questionamento simultâneo de assunto e ponto de vista, a relação entre espectador e mundo - em suma, a subjetividade e como ela informa a nossa experiência do mundo ". [4]

Leonard era ativo na defesa da AIDS e na política queer em Nova York nas décadas de 1980 e 1990. Em 1992, ela escreveu " Eu quero um presidente ", um poema inspirado pela candidatura de Eileen Myles à presidência.

Obras:

  • Zoe Leonard: Pesquisa , Museu de Arte Contemporânea, Los Angeles, 2018.

  • Eu quero um presidente: Transcrição de um Rali (com contribuições de Sharon Hayes, Wu Tsang, Mel Elberg, Eileen Myles, Pamela Sneed, Fred Moten e Stefano Harney, Alexandro Segade, Layli Long Soldier, Malik Gaines e Justin Vivian Bond e Nath Ann Carrera), Dancing Foxes Press, 2017.

  • Luz disponível , Ridinghouse / Dancing Foxes, Londres, Reino Unido e Brooklyn, 2014.

  • Você vê que estou aqui depois de tudo (com textos de Ann Reynolds, Angela Miller, Lytle Shaw e Lynne Cooke) , Dia Art Foundation, Nova York; Yale University Press, New Haven, CT e Londres, Reino Unido, 2010.

  • Analógico, Wexner Center for the Arts, Columbus, OH, MIT Press, 2007.

  • Zoe Leonard: Fotografias (com textos de Svetlana Alpers, Elisabeth Lebovici, Urs Stahel), Fotomuseum Winterthur, Steidl, 2007.

  • Zoe Leonard (com texto de Elisabeth Lebovici), Centro Nacional da Fotografia, Paris, França, 1998.

  • Zoe Leonard, (com entrevista de Anna Blume), Secession, Viena, 1997.

  • Zoe Leonard, Kunsthalle Basel, Basileia, 1997.

  • Fruta Estranha, Paula Cooper Gallery, NY, 1995.

  • Informações: Zoe Leonard (com texto de Jutta Koether), Galerie Gisela Capitain, Colônia, 1991.

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Karen

Ana Teresa Pereira

Lido por Gabriela Motta- Episódio #008

Ana Teresa Pereira (Funchal1958) é uma escritora portuguesa.[1] Nascida na Ilha da Madeira, tem vindo a construir, dentro da ficção portuguesa, uma obra singular e coerente que conta com a publicação, entre 1989 e 2016, de mais de quarenta títulos.

Obras:

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A máquina

Vazio de agonia

A função social do poeta

O retrato do ser enquanto poeta

Joana Golin

Lido por Sil Saldanha- Episódio #011

Joana é cientista social, pesquisadora de cultura popular, musicista e poeta, escreve seus poemas pelo pseudônimo de Juanita Gutiérrez e os publica em uma página no Facebook e no blog:  falaciacotidiana.blogspot.com. Participou de dois festivais de poesia em São Luis/MA com seus poemas: Copo de Chuva e o Retrato do Ser enquanto poeta, os quais foram publicados em jornal local. Escreve poesia há 10 anos e criou e realiza junto a outros artistas e poetas, o sarau poético autoral A Casa da Mãe Joana, que há 03 anos acontece em cidades do Brasil por onde itinera.

©2018 Podcast VER.SAR arte, maternidade e feminismos.Por Priscila Costa Oliveira.